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Impostos e eficiência da máquina pública - Vítor Wilher
Não há em nosso país uma cultura pela
eficiência da máquina pública, condição necessária para termos uma menor
carga tributária.
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Honduras está isolada em em crise - Mair Pena Neto
Um golpe de Estado não se apaga da história.
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Nem sempre "é assim mesmo" - Cláudio Lessa
É a tal “escrita”, da qual ninguém arreda pé e acha que é
infalível.
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Sem ajustes, faltará ao sucessor folga fiscal e financeira... - Antônio Machado
Limites ao crescimento
insinuam as reformas que já estão sendo pensadas para depois de 2010
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Ensino Técnico para inclusão social - Germano Rigotto
Formar profissionais é uma exigência que não pode mais
ficar adstrita ao ensino superior.
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Segunda-feira, 6 de setembro de 2010. |
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| OPINIÃO
Nem sempre "é assim mesmo" - Cláudio Lessa
Nem sempre "é assim mesmo"
Brasília (DF) - Pois é, leitor(a), nem sempre “é assim mesmo”. No fazendão, cristalizou-se uma noção equivocada de que, uma vez que algo aconteça – ou que alguém faça alguma coisa – sempre será assim, daí por diante. É a tal “escrita”, da qual ninguém arreda pé e acha que é infalível.
Na realidade, a “escrita” é falha e todos sabem disso. Mas a indolência nacional (que se irradia para todo o território a partir de seu epicentro na Bahia), combinada com uma lusitana síndrome de subserviência (cujo centro nervoso está localizado e se dissemina a partir do quadrilátero do Distrito Federal) não deixa que ninguém se mova.
Alguém conseguiu montar um talk show no fim de noite, no estilo dos programas exibidos nos EUA? Então, não há espaço para mais ninguém, em qualquer outro canal. Até que aquele entrevistador – por mais chato, arrogante e desinteressante que seja – caia duro, morto, em cima da bancada, nenhum outro canal ousará disputar um programa igual, no mesmo horário, com ele. É a “escrita”. Aquele que se estabeceu primeiro é o dono do horário, e pronto.
Excetuando-se 1974, quando a seleção brasileira era uma porcaria, o time nacional não perdia da Holanda em Copas do Mundo. Em 1998, aliás, na cobertura da Copa para a CBS Brasil, um acontecimento curioso: eu me encontrava na porta do estádio onde Brasil e Holanda disputavam o que foi chamado de “a verdadeira final da Copa de 98”. O equipamento de transmissão do material alugado pela CBS para aquela partida, instalado numa van, pertencia a um casal de… holandeses! Eu só me lembro de estar sentado ao lado da bela holandesa que operava os comandos eletrônicos dentro da van e de receber um tímido sorriso de volta quando balbuciei para ela um sorridente “I’m sorry”, no exato momento em que o Brasil cravou a vitória, já na dramática disputa de pênaltis.
Essa e outras difíceis vitórias criaram a “escrita” de que o Brasil não perde – ou não perdia – para a Holanda dentro das CNTP. O discurso oficial, pronunciado ou não, era o de que “com a Holanda é sempre difícil, é um time forte, mas a gente consegue passar.” Ao lado dessa delirante auto-confiança, claro, a velada noção de uma freqüente e bem-sucedida “insubordinação” do fazendão, coitadinho, sub-desenvolvido, escurinho e pobrezinho, contra a rica, desenvolvida, altiva, branquela e racista nação européia. A vitória dos fracos sobre os fortes.
Como se viu, não é bem assim, e não foi bem assim. Se a arbitragem não atrapalhar (como não atrapalhou, dessa vez), mesmo um time de várzea como o montado pelo agora ex-técnico Dunga e qualquer que seja o time montado pelo adversário jogam em razoável igualdade de condições, e todas essas “escritas” ou noções subjacentes desaparecem no período de 90 minutos prorrogáveis por mais 30, com direito a disputa de pênaltis.
Desta vez, a Holanda foi melhor e evidenciou ainda uma outra falha, mais ou menos comum, dos desportistas tupiniquins: a incapacidade de sair do buraco. Quando saem da condição de vantagem para uma temporária situação de adversidade, o verbo adotado pelos atletas do fazendão é “amarelar”. E foi exatamente isso que aconteceu, em vez de uma decidida arrancada rumo ao gol adversário, sem se importar com eventuais contra-ataques. Se a Holanda fizesse mais dois, os pobrezinhos, escurinhos coitadinhos conseguiriam fazer mais seis em cima dos branquelos racistas.
Mas quem disse que se pensa grande no país do “é assim mesmo”?
Cláudio Lessa, jornalista Direto da Redação
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Os debates cronometrados de candidatos a cargos
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No momento em que se avizinha a eleição presidencial, seria
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